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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Um continente em maus lençóis!



Essa charge eu fiz para o jornal "A Nova Democracia" desse mês.


O USA, agora sob Obama, se volta para a África como há tempos não se via. Três semanas depois da visita do chefe imperialista a Gana, país cuja gerência Washington quer apresentar como exemplo de colaboração com as potências, a secretária de Estado ianque Hillary Clinton chegou à África para sua mais longa viagem desde que assumiu o posto.

A Europa do capital também está no páreo. No final de agosto, logo depois da viagem de Hillary Clinton, a União Européia firmou um "acordo interino de associação econômica" com as Ilhas Maurício, Madagascar, Seychelles e Zimbábue, mediante o qual transnacionais européias ganharam salvo-conduto para explorar serviços estratégicos como telecomunicações, portos, energia e água.


Leia mais em: http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2446&Itemid=105

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O "afeto" das potências pela África...



"A paupérrima Burkina Faso fornece açúcar à França, a faminta Etiópia produz carne para o mercado inglês. É verdade que os países africanos também importam comida — ou recebem-na do USA e da Europa em programas de "ajuda humanitária" que não passam de dumping contra os produtores locais. Mas só importam porque exportam: como toda sua produção é voltada ao mercado externo, faltam alimentos para seus habitantes."

Mais deste excelente artigo sobre o continente africano em:

http://www.anovademocracia.com.br/index.php/A-recolonizacao-programada-da-Africa.html







segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um negócio da China...

"Em junho de 2006, a Anistia Internacional acusou a China de ser “o exportador de armas mais irresponsável do mundo”. No relatório "China: apoio a conflitos e abusos de direitos humanos" (China: Sustaining conflict and human rights abuses, a organização afirmara que as armas chinesas servem de combustível para conflitos em países onde ocorrem freqüentes violações dos direitos humanos. (...) Impressiona a quantidade de países importadores deste tipo de arma: Argentina, Austrália, Bangladesh, Bolívia, Burkina Faso, Canadá, Chile, Costa Rica, República Tcheca, República Dominicana, Finlândia, Alemanha, Guatemala, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irã, Itália, Macau, Malásia, Niger, Paquistão, Filipinas, Arábia Saudita, Eslováquia, Sudão, Tailândia e Uganda, entre outros."

Leia mais em: http://www.fazendomedia.com/novas/internacional121107.htm

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Super dúvida


Um descendente de queniano eleito presidente dos EUA, ainda que oriundo das camadas pobres e tido como um político ético e compromissado com ideais ditos progressistas, poderá (ou de fato irá) salvar o continente africano da terrível onda de exploração, governos tiranos, guerras civis, miséria, conflitos entre países e violação constante aos direitos humanos? Ou serão estas questões estruturais da própria situação do continente face ao modelo econômico mundial aí estabelecido, portanto há muito mais em questão do que euforia depositada sobre o homem que a partir do dia 20 de janeiro irá representar este mesmo modelo? Eis a questão.

Leia mais em: http://www.anovademocracia.com.br/index.php/Obama-Uma-dose-etnica-para-a-crise-capitalista-mundial.html

sábado, 20 de dezembro de 2008

Formação de quadrilha


A Guerra Mundial Africana

"Para o analista congolês Muzong Kodi, do centro de pesquisa internacional Chatham House, as rivalidades étnicas são uma "cortina de fumaça". "As causas fundamentais do conflito são a guerra dos minerais, que nunca foi discutida nas negociações de paz e a impunidade das violações humanitárias".

Kodi vê com receio a perspectiva de envolvimento dos países da região no conflito. Na Cúpula sobre a Paz no Congo, recém-realizada no Quênia, os africanos criticaram a inércia da ONU e prometeram mandar tropas, se necessário. O Conselho de Segurança da ONU afirma haver consenso sobre o envio de reforços. Mas, enquanto os países desenvolvidos resistem em ceder militares, os africanos mobilizam suas tropas. Após a derrota da diplomacia francesa, que tentou articular o envio de soldados europeus, Angola anunciou nesta semana que seu Exército já está em estado de alerta. Teme-se uma escalada da violência, como a que ocorreu entre 1998 e 2003, quando seis Exércitos lutaram na guerra civil congolesa. O conflito, também chamado de Guerra Mundial Africana, deixou 5 milhões de vítimas, a maioria civis mortos pela fome ou por doenças, em meio ao fogo cruzado.

Para o coronel Jean-Paul Dietrich, porta-voz da Monuc, a presença de tropas estrangeiras fora da bandeira da ONU agravaria a situação no Congo. Conflitos de interesses persistem, apesar do fim formal das hostilidades, em 2003. "Creio que Ruanda se aproveitou da fragilidade do Estado congolês para escavar as minas no limite da legalidade", diz o militar. A reconciliação dos países, segundo ele, passa também pelo julgamento das milícias hutus acusadas do genocídio de 1994. A despeito de um acordo bilateral, há indícios de que o Congo coopere com os milicianos, que combatem Nkunda. A paz armada nos Grandes Lagos pode ser prelúdio da "segunda guerra mundial" africana, como temem Kodi e Dietrich, ou início de uma solução regional, diante da falência da ONU."

Fonte: Rede Contra a Violência, 16/11/2008