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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pra Honduras ver que o mundo vê Honduras



Essa charge foi feita para a próxima edição da revista Vírus Planetário. Eu ia segurar ela até eles publicarem a revista, mas lembrei que semana passada conheci o chargista Leonardo, que faz charges diárias para o jornal EXTRA. Uma coisa muito importante que ele me ensinou é que toda charge tem um caráter de URGÊNCIA.


Bom, na charge resolvi deixar o gorila "pelado", sem roupa de militar-nazista-ditador. A impressão que se tem é que Zelaya tá chutando um boneco, ou algo morto. Outra coisa que gostei e que não esperava é o Zelaya estar maior que o gorila. Muita gente desenha o gorila enorme ou gigante, mas acho que vou ser um pouco subversivo aqui e me contrapor aos fatos.

Por fim, é uma charge panfletária, de campanha, pode não ser a realidade mais real. Mas sinto que é uma charge meio emergencial, como um salva-vidas que precisa ir mergulhar pra salvar alguém que tá se afogando (a charge não vai salvar Zelaya, mas vocês entenderam...)

Taí o link da revista Vírus Planetário. É uma leitura crítica, leve e ao mesmo tempo bem-humorada.


Vai lá:

http://www.virusplanetario.com.br/

http://virusplanetario.wordpress.com/

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Paes, Cabral e a política de "maquear defunto"

Aí vai a outra charge que fiz para o jornal Fazendo Media desse mês.



"O Choque de Ordem instalado no Rio de Janeiro e os projetos urbanísticos em vigor, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sugerem perspectivas na política de habitação da cidade. Mas seus fundamentos são históricos, cuja lógica é constatada na degradação atual.

Segundo Sérgio Magalhães, urbanista e arquiteto, as favelas são fruto da total ausência do Estado nesses territórios e erguidas graças à poupança dia a dia durante anos e o esforço individual de 80% das famílias cariocas. É hoje uma das modalidades mais importantes da moradia popular brasileira. Sem nenhum financiamento e apoio de empreiteiras, tampouco da sociedade, muitas comunidades se constituíram através do mutirão, como é caso de Braz de Pina, dentre outros territórios.

Hoje, vemos o velho em versão inédita, com o prefeito Eduardo Paes, apoiado pelo governador Sérgio Cabral, além dos projetos federais, dando ênfase nessa questão, mas com um quê não só de remoção, como também de contenção: a construção de muros. Esse controle social, encobrindo dívidas históricas, que em alguns períodos aflora sob determinadas gestões, além de fatores sócioeconômicos tem uma vertente etnocultural."


Fonte: Jornal Fazendo Media, edição impressa, julho.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

$egunda$ intenções...

Fiz essa charge para o jornal Fazendo Media desse mês. O texto é um pouco grande, mas vale a pena ler.



"Golpe de Estado em Honduras?! Ué, mas essa época de golpes na América Latina não havia terminado? Agora a região não vive um período democrático? Não era por isso que aquele papo de “revoluções e ideologias” estava fora de moda, sendo cultivado apenas por uma meia dúzia de românticos saudosistas?

Pois é, mas foi o que aconteceu. Para o desgosto das corporações de mídia e seus representados, as contradições políticas e sociais ficam cada vez mais evidentes no continente americano. E quando as contradições ficam evidentes, as tenebrosas transações, que adoram a calmaria, começam a aparecer. E máscaras começam a cair.

Na avaliação do analista político estadunidense James Petras, os EUA estão por trás do golpe. Isso ficou evidenciado quando o embaixador do país norte-americano foi mantido no país. Em entrevista à Agência Bolivariana de Notícias, ele disse o seguinte: “Estruturalmente é impossível aos militares hondurenhos moverem um dedo sem consultar os assessores dos Estados Unidos. Segundo, o governo de Obama está muito irritado pelo fato de que Zelaya está aliado a Chávez e recebendo ajuda econômica em associação com a ALBA”.

O tempo vai passando e vai ficando cada vez mais difícil uma saída à esquerda para a crise, que pode dar lugar a um acordão – mesmo porque o Zelaya vem da direita, tendo se apenas recentemente se aproximado dos governos progressistas da região. Como os EUA não vão romper a ajuda financeira aos ditadores de plantão, pouco importa se o país ficar isolado no cenário internacional. Os dólares vão continuar entrando no país que tem mais da metade de suas relações comerciais com os EUA.

Se a situação se confirmar será uma tragédia não apenas para a América Central, mas para toda latinoamerica. Controlar Honduras é dominar o centro da região."


Leia mais em:

http://www.fazendomedia.com/?p=122

http://www.fazendomedia.com/?p=128

http://www.fazendomedia.com/?p=185