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terça-feira, 13 de outubro de 2009

E no Dia da Criança...


Essa chargeta aqui eu fiz pra publicar aqui no Dia da Criança, mas só fui ter acesso a scanner hoje.

Bom, mas antes que a charge esfrie ainda mais, pelo menos fica aí como registro...

Ah, e com todo respeito aos palhaços..Rsrs

sábado, 12 de setembro de 2009

A odisséia Sarney - parte final



Pois é, pessoal. Algumas poucas semanas se passaram e a cada dia que passa fica mais difícil encontrar um texto atual e politizado que trate da corrupção de José Sarney e da crise do Senado com alguma reflexão crítica para além dos jargões batidos como "abaixo a corrupção" ou "Fora Sarney".

Dá impressão de que o escândalo que chocou milhões de brasileiros há tão pouco tempo vai ficando pra trás, vai se afastando do nosso cotidiano, se acomodando nos cantos de nossa curta memória até cair no limbo. Conforme o tempo passa, mais a poeira vai baixando, mais nós vamos nos conformando e deixando de lado aquilo que aparentemente não se pode confrontar: a força do coronelismo brasileiro.

A vida segue em frente, outros escândalos virão, para que nos choquemos e indgnemos com eles, para que protestemos e para que enfim da mesma forma os esqueçamos.

Abaixo trexos de um artigo da jornalista Tatiana Merlino, para a revista Caros Amigos e do editorial desse mês do jornal A Nova Democracia. Ficou um pouco grande, mas vale a pena dar uma lida:



"Quadro do regime militar. Ex-político da Arena. Há décadas, dono do estado do Maranhão. Famoso por práticas clientelistas, fisiológicas e corruptas. Depois de mais de meio século de uma vida pública com esse currículo invejável, só agora, em 2009, José Sarney (PMDB-AP) foi “desmascarado”. Os responsáveis por alertar (ou iluminar) a opinião pública foram os representantes do PSDB e do DEM, além, é claro, da grande imprensa.

Pivô da crise instaurada no Senado Federal, seu presidente acumulava 11 acusações no Conselho de Ética da Casa. No entanto, todas as denúncias foram arquivadas, com a decisiva ajuda da bancada do PT.

Desde o começo do ano, a chamada Câmara Alta do legislativo brasileiro viu sua imagem ainda mais comprometida com a divulgação de uma série de irregularidades, como o excesso de diretorias, horas extras pagas a servidores durante o recesso parlamentar, mal uso das cotas de passagens aéreas e a utilização de atos secretos para nomear de apadrinhados e aumentar salários. (...)"

"A chamada "crise do Senado", nesse contexto, nada mais é que a ponta do iceberg — visível apenas pelas paspalhices dos dignos senadores — da renhida luta entre as frações da grande burguesia e do latifúndio e seus grupos de poder pelos despojos e privilégios de classe permitidos pelo imperialismo. Porém são contradições que se desenvolvem através de pugnas como também de conluios, como mais uma vez pôde a nação assistir no recente pacto para salvar Sarney e Artur Virgílio.

A imagem de um PT controlado pelo seu grupo mais fisiológico a serviço do gerenciamento do Estado, colocando no bolso as patéticas e tímidas dissonâncias de um Mercadante ou um Suplicy, é um selo estampado à testa do oportunismo, que definitivamente declara estar do lado do que há de mais atrasado na sociedade brasileira ao se aliar a Sarney, Calheiros, Collor e cia. Mas este é o desígnio de todo oportunismo."em>


Fontes: http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=revista&id=132&iditens=309

http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2427&Itemid=105

sábado, 29 de agosto de 2009

A odisséia Sarney - parte 4 (Charge selecionada!)




Essa charge foi selecionada para o 7° Salão de Humor de Mogi-Guaçu (SP).

Essa é a xérox que tirei do trabalho pra ficar de lembrança...rs

O original tá beeeeeeeem melhor...rsrs


Mais informações em: http://www.brazilcartoon.com/

sábado, 22 de agosto de 2009

A odisséia Sarney - parte 3

Não reparem qualquer erro no traço, é que fiz a charge caindo de sono...rs.
Sugiro para leitura o texto de Celso Luganretti:

"Quanto ao nosso Partido dos Trabalhadores, ele teve mais do que duas mortes. Podemos lembrar de muitos momentos traumáticos, como o expurgo das tendências de esquerda e a expulsão de Paulo de Tarso Venceslau por denunciar os primeiros desvios éticos mais sérios do partido nos anos 80, a opção pelo agronegócio face à greve de fome do bispo do São Francisco ou mesmo os compromissos firmados com o grande capital e a Rede Globo para que o sistema admitisse a chegada de Lula à Presidência da República e dos quais resultaram a adoção da política econômica neoliberal até hoje mantida.Os mais emblemáticos foram, entretanto, os do mensalão e o do socorro ao Sarney (...)"

Sugiro para leitura o excelente texto de Celso Luganretti:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A odisséia Sarney - parte 2


Abaixo um trecho da nota da OAB sobre a crise que envolve nosso grande parlapatão, José Sarney, que achei interessante:

"Não pode haver maior paradoxo - intolerável paradoxo - que senadores sem voto integrando o Conselho de Ética, com a missão de julgar colegas. Se a suplência sem votos já é, em si, indecorosa, torna-se absurda quando a ela se atribui a missão de presidir um órgão da responsabilidade do Conselho de Ética."
Leia na íntegra em: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/oab-emite-pedindo-recall-de-senadores

O parágrado acima evidentemente refere-se ao senador Paulo Duque, presidente do Conselho de Ética do Senado, responsável pelo descarado arquivamento de todas as acusações contra José Sarney.

Senador pelo estado do Rio de Janeiro, Duque seria o suplente do senador Regis Fitchner, suplente do então senador Sergio Cabral.

Eleito governador, Cabral renunciou ao cargo de senador e levou Fitchner para assumir a Chefia da Casa Civil do Estado, e a Duque coube ocupar o cargo de segundo suplente.

Ou seja: ocorre que este senhor (Duque) sequer tem a legitimidade de ter sido eleito pelo voto popular, pois não passa de um suplente de suplente.


Claro que Paulo Duque não está sozinho nessa maracutaia para defender Sarney a todo custo. Ele é apenas a ponta do iceberg. Por trás de Duque temos um Regis Fitchner, e por trás de Fitchner temos Sergio Cabral.

Cabral, é claro, poderia exonerar Fitchner de seu cargo no governo estadual do Rio e mandá-lo de volta ao senado, onde Duque voltaria a ser realmente um reles suplente, mas é claro que jamais faria isso. É melhor manter Duque, pra que ele livre a cara de Sarney, já que Sarney na presidência do Senado mantém o PMDB feliz, e o PMDB feliz apóia Lula e sua candidata Dilma, aliados de Cabral.

E Duque, aproveitando seus 15 segundos de fama e com as costas quentíssimas, ainda teve a ousadia de afirmar, há poucos dias, que "não perdeu o sono" por ter arquivado as denúncias, e que no dia seguinte "caminhou feliz da vida" pelo Parque do Flamengo, na Zona Sul do Rio, onde mora.

É claro que uma pessoa como essa não pode perder o sono e pode andar feliz da vida por aí. Moral e ética não fazem parte do cardápio da maioria dos membros da politicagem brasileira mesmo. Nós estamos vendo tudo isso, achando absurdo, e não fazemos nada, ou muito pouco.


Enquanto isso, Paulo Duque corre feliz, feliz pelo aterro do Flamengo...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A odisséia Sarney - parte 1


Depois de todo mundo desenhar o bigodudo do mal, eu fui o último... Tava demorando pra fazer alguma charge do Sarney mesmo. A inspiração não vinha, equando veio foi bastante tardia, e tudo de uma vez! Agora tem umas 5 ou 6 idéias de charges pela frente que não sei se vou conseguir publicar! Mas vou tentando! rsrs

"A crise não se resume ao presidente da casa, embora o ponha em destaque. Mas é de toda a instituição - e envolve acusados e acusadores. Dissemina-se como metástase junto às bancadas, quer na constatação de que os múltiplos delitos, diariamente denunciados pela imprensa, configuram prática habitual de quase todos; quer na presença maciça de senadores sem voto (os suplentes), a exercer representação sem legitimidade; quer na constatação de que não se busca correção ética dos desvios, mas oportunidade política de desforra e de capitalização da indignação pública."

"Sarney pode escapar, como escapam criminosos que se beneficiam de qualquer falha processual. Um e outros ficando livres para delinquir, a convicção geral será de que não lhes terá sido feita justiça.

O ônus moral dessa impunidade é terrível. A sociedade, enojada, começa a procurar uma alternativa aos podres poderes. E pode voltar-se, como em 1964, para os salvadores errados."

Leia o texto de Celso Lungaretti na íntegra em: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/08/unica-saida-digna-renuncia-coletiva-dos.html

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Charges por uma Nova Democracia

Essas charges eu fiz para a edição do jornal "A Nova Democracia" deste mês. A postagem tá um pouco grande, mas vale a pena ler.



"A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conserva a qualidade do petróleo.

A descoberta da Petrobras, anunciada ano passado, é uma das maiores do mundo e pode colocar o Brasil entre os maiores produtores de gás e petróleo do planeta. Apenas um campo, o de Tupi, tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, segundo os cálculos da empresa. Mas de acordo com a inglesa British Petroleum, sócia da Petrobras em Tupi, o volume total pode chegar a 30 bilhões de barris, o equivalente a duas vezes o PIB brasileiro."

http://www.anovademocracia.com.br/content/view/2326/105/



"Aquilo que a imprensa dos monopólios chama de crise do Senado é tão somente mais um evento resultante das intermináveis rinhas intestinas de um sistema econômico-social, político e cultural anacrônico, viciado e putrefato até a medula. Para manter a exploração sobre as massas trabalhadoras e sobre a nação brasileira, as classes dominantes locais atadas e a serviço do imperialismo têm erigido um Estado burocrático-comprador. (...) Numa tentativa de salvar o podre sistema de governo, cujo agravamento de sua crise pode, em determinadas condições, fazer perigar o velho Estado brasileiro, os monopólios de comunicação atuam de forma orquestrada, jogando papel decisivo. Na manipulação de informações, como guardiões da velha ordem que são, fazem um corte arbitrário e artificial, separando pessoas das instituições".
http://www.anovademocracia.com.br/content/view/2328/105/


""Ahmadinejad é conhecido não só como ex-membro das brigadas terroristas conhecidas como Guardas Revolucionários, mas também como um vulgar mentiroso que trouxe mais pobreza, miséria, desemprego, opressão e repressão às massas oprimidas dos operários, trabalhadores, mulheres e jovens. Esse homem que gosta de fazer discursos sobre "a epopéia nuclear" e o "orgulho nacional" em nada difere daquele que esteve à espera da mais ligeira sugestão dos EUA para acorrer ao seu serviço no Afeganistão, no Iraque e por aí adiante."

Entretanto, tudo isto não pode minimizar o fato de que o que se observa neste momento no Irã é mais um episódio de ingerência, provocação e desestabilização encabeçada pelo USA e seu novo chefe, Obama, a fim de atender aos interesses dos seus monopólios, proteger seus entrepostos no Oriente Médio e tentar arrumar as forças estratégicas do globo a seu favor — principalmente aquelas com poder ou potencial atômico."

http://www.anovademocracia.com.br/content/view/2308/105/

sábado, 7 de março de 2009

Coisa medonha!

Sarneysaurus eternus oligarquicus rex

Essa charge está umas duas semanas atrasada, mas é melhor publicar do que deixar passar em branco... É incrível como no Brasil criaturas seculares como nosso "homenageado" acima possuem presença imperial com uma influência quase papal sobre todas as instâncias de poder. Parece que nunca saímos do tempo dos "coronés" da República Velha. Parece?

"Na terceira passagem pela presidência do Senado, Sarney dispensa apresentações. Sua habilidade em permanecer no centro do poder vem desde a ditadura militar e ele já foi até presidente da República." (...) "Ele se elege presidente do Senado quando quer; quando não quer, exerce a presidência através de um pupilo como Renan Calheiros, ou é eleito à revelia pelos seus pares. Tem grande influência sobre todos os partidos e tentou fazer sua filha Roseana Presidenta da República."

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4139