terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Onde tem muito defunto, sempre aparece urubu



Talvez por ser um reles cartunista eu não seja lá um expert no assunto, mas não é preciso ser nenhum PhD em política internacional pra perceber que a “ajuda humanitária” estadunidense no Haiti é bem suspeita, tem aquele odor bem característico de pretexto para ocupação imperialista.

Abaixo trexos interessantes de artigos sobre o assunto, quem quiser vai lá:

"Mais de uma semana depois do terremoto, a ajuda finalmente começa a chegar nas cidades do interior do Haiti e os/as haitianos/as perguntam: por que a ajuda vem armada? Não há uma guerra no Haiti, por que as armas?"

Vai lá: http//www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/01/463502.shtml


"Como explicar que a longínqua China envie alimentos que chegam mais rápido que os dos EUA, que está a menos de uma hora de vôo de Porto Príncipe? Como explicar que os mais de dois mil fuzileiros navais sejam os primeiros “bens” dos EUA a aportarem nesta ilha caribenha?"


Leia mais em: http://www.fazendomedia.com/?p=2104

3 comentários:

Arte Alex Soares disse...

Diante das milhares de mortes e incontáveis perdas e o grande trauma de passar por uma catástrofe de tal magnitude ainda a política de nossos tempos consegue gerar cenas particulares de assombro.

A falácia de missão de paz da ONU soava como mais uma piada de mal gosto do imperialismo. Dias depois do desastre as tropas de segurança ainda discutiam qual seria seu papel como se esse já não estivesse definido: oprimir o povo haitiano e proteger a propriedade e os interesses imperialistas.

O sobrevôo frio dos helicópteros ianques no dia 17 enquanto a polícia em solo matava haitianos que 'saqueavam' lojas e supermercados era apenas o prelúdio da intensificação da ocupação ao país arrasado.

Na lógica atual um terremoto serve como um bombardeio em massa gratuito que não pode ser desperdiçado. E com tal oportunidade as maquinas de guerra são apressadas.

Pablo Novaes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nico disse...

Muito boa a charge. Abraço , Nico