sábado, 19 de dezembro de 2009

Inversão de valores...


Está em nosso redor em todos os lugares, algo pernicioso, quase invisível, chamado engenharia do consenso. Nos fazem aceitar como valores irrefutáveis coisas que não necessariamente precisamos ou queremos ou devemos aceitar, mesmo assim, quando nos damos conta, estamos sendo moldados á imagem e semelhança daqueles que se colocam no papel de artífices do detino, dos costumes e do comportamento social. O pensamento reflexivo vai dando lugar, pouco a pouco, a uma acriticidade tamanha, que faz com que pessoas pautem suas vidas pelo que lhes são outorgados, e não pelos próprios desejos ou valores.

Pequeno exemplo, assistimos comovidos ao drama de artistas famosos que lutam contra as drogas, torcemos pelo trinfo deles, pela sua recuperação. Mas outras pessoas também são vítimas das drogas, muitas vezes passam por dramas e dilemas até bem mais sérios, a começar pelo fato de não terem a informação ou as perspectivas que um ator global tem. Marginais, lupemproletários, sem-teto, miseráveis, pode chamá-los do que quiser, caro leitor. Pessoas que roubam porque precisam da droga para ajudar a entorpecer a fome. Pessoas que não tem saída, nem perspecitiva nem porvir, que estão á beira da morte física, pois já morreram espiritualmente há tempo.

O tratamento que o Estado Brasileiro dá a uns e a outros é completamente diferente. A diferença é apenas classe social. Miseráveis viciados são tratados pela mídia, pela polícia e por nós como os piores criminosos. Mas nos solidariezamos com o drama de pessoas famosas, ricas e bonitas que estão na mesma situação. A engenharia do consenso é pensada para guiar nossos valores nos mínimos detalhes: enaltece o drama de uns e transforma outros em monstros. O senso crítico que deveria nos alertar nessas horas vai se perdendo de vista, como se nunca tivesse existido. Enquanto isso, a classe dita dominante se impõe á outra, a esmaga, a sufoca, (pois no fundo tem medo de sua revolta), usando todos os recursos disponíveis para garantir a manutenção de seu status.

A luta de classes é travada também na mente das pessoas. No fundo, nós sabemos disso sim. Mas preferimos ficar no conforto de nossos afazeres, sem dar muita atenção a isso tudo. Já temos que pensar em muita coisa. O resto, deixamos que pensem por nós.



Bom, essa charge é a outra que fiz esse mês para o jornal A Nova Democracia. Vai lá:
http://www.anovademocracia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2557&Itemid=105

5 comentários:

Márcio Diemer disse...

Opa!! Abriu teu email? Da uma conferida...
Tua carica esta no meu blog, no world cartoonits e no brazil cartoon!!!
Abração meu camarada!
Diemer

Diego Novaes disse...

Diemerzito!!!

Nem esperava já pra agora, vc consegue surpreender mesmo quando não acho que tenha surpresa alguma a fazer!!!

Cê tá mandando muito bem na carica, meu camarada, acompanhando teu trabalho daqui posso ver que vc tá cada vez mais sinistro!!!

E antes que vc pergunte, sim, eu gostei MUITO da carica, eu mesmo num faria melhor...HAHAHAUHUIASS!!

Vou postar aqui dia 22, hehe

Bola pra frente e vamo que vamo!!!

Grande abraço!!!

Clayton Ângelo disse...

Grande Diego, tudo bem?! Conferi sua carica feito pelo Márcio. Ficou simplesmente fantástica! Bom, quanto a matéria postada aqui, são aquelas incoerências vividas no mundo capitalista, onde as ações são distintas, dependendo do patamar social e econômico que se ocupa. Triste realidade, grande reflexão. Sua charge, ilustrou bem essa situação. Parabéns! Abraços

Anônimo disse...

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Diego Novaes disse...

Valeu Clayton...abraços!!