sábado, 6 de dezembro de 2008

Fotos do horror

"Justiça!" Indignado, o fotógrafo Naldinho Lourenço, registrou em imagens cenas que ficarão por muito tempo na sua memória e na dos moradores da Baixa do Sapateiro. A morte de Matheus Rodrigues, de 8 anos, causou dor e revolta na comunidade.
Ao sair de casa para comprar pão, pouco antes das 8h, Matheus foi atingido por um tiro de fuzil na cabeça durante uma operação policial na favela. Moradores acusam a polícia e a mesma diz que o disparo partiu de traficantes.








Meu caro leitor, gostaria de deixar claro que a publicação destas imagens não se trata de sensacionalismo de qualquer espécie, antes a manifestação de minha profunda indgnação com o que aconteceu a este menino e meu sincero pesar pelo drama desta família. Quando se trata de tragédias, como no caso da epidemia de dengue no Rio, das chuvas em Santa Catarina e em Campos por exemplo, somos induzidos a quantificar o número de mortos através de meros números. Porém por trás das estatísticas de tragédias estão histórias, como esta, e a tragédia da violência no Rio de Janeiro não foge á regra.

Texto de Walter Mesquita
Fotos Naldinho Lourenço

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Justiça, justiça e justiça!!!


Foi o que os moradores da Baixa do Sapateiro, comunidade da Maré, pediram na manhã desta quinta-feira, 04 de novembro. Mateus Rodrigues, de 8 anos, foi morto por volta das 8 horas. Ele estava saindo para comprar pão, morreu na porta de casa, sentado, com um tiro na boca, dado pela Polícia Militar. Familiares e moradores alegam não ter tido troca de tiro. Revoltados com a situação, moradores foram para frente da 22° BPM, localizada no Morro do Timbau, também no Complexo da Maré. Caveirão e a Polícia Civil, já estavam à espera deles. Outro grupo ocupou a Linha Amarela, e outros a Av. Brasil. A PM já está soltando a versão de que foi troca de tiros. Nesse momento, a família está na 21ª DP prestando depoimentos. Moradores revoltados fazem vigília ao redor do corpo e impedem a remoção do mesmo para evitar que a PM retire as evidências. No local, há um clima de muita tensão e revolta.

O enterro será amanhã às 10h no cemitério do Caju. Não temos ainda a informação de qual será a capela. Mas nos encontraremos por lá!!Vai sair um ônibus daqui da Maré... Esperamos todos lá, vamos falar a verdade, vamos mostrar à toda a sociedadeo nosso desespero, a nossa insatisfação com essa política de extermínio que apenas mata e na da resolve!!! Vamos falar a verdade, estão espalhando por aí que teve troca de tiro, e isso não é verdade, eu moro aqui, e não ouvi nada disso, vizinhos de Mateus Rodrigues, tb afirmam que não houve troca de tiros!

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Colaboração: texto Glaucia Marinho












segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1º DE DEZEMBRO - DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS

"Combate ao Preconceito e ao Estigma"

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.
O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico.
Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.
O que é Aids:
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.
Transmissão:- o vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;- relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;- compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;- transfusão de sangue contaminado;- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;- da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento:Atualmente a terapia com os chamados "anti-retrovirais" proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).
Fique sabendo: A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
Fontes: Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Querem matar a Mafalda...

QUEM DISSE QUE EU MORRI?!


Criador de Mafalda nega ter matado personagem

México, 26 nov - O artista argentino Quino assegurou hoje no México que nunca desenhou a morte de sua personagem mais famosa, Mafalda, em referência a rumores de uma publicação em que ela teria sido atropelada.

"É uma criação exclusivamente mexicana, eu não sei quem a inventou", disse.
"Essa lenda do caminhão de sopa - porque há várias versões, outra diz que foi um carro de Polícia - nasceu aqui no México (...) eu jamais desenhei isso", explicou.
Mesmo assim, assegurou que não voltaria a desenhar Mafalda agora porque, segundo ele, os jovens de hoje estão desiludidos e não querem mudar o mundo para melhor, ao contrário da década de 1970, quando nasceu a personagem.
"No mundo, os problemas acontecem em espiral, nunca da mesma forma. A época em que eu fazia Mafalda não se repete, (...) toda a juventude tinha ideais políticos para começar, e achávamos, com os Beatles, o Che Guevara, o papa e o maio francês de 68, que o mundo estava mudando para melhor", frisou.
O desenhista admitiu que Mafalda segue "muito viva" para as pessoas, que encontram nela a esperança perdida, o que o deixa muito feliz.

Fonte: Yahoo! Notícias

domingo, 23 de novembro de 2008

Esperável público...

Caríssimo e esporádico visitante, dei uma atualizada geral já pras próximas duas semanas, pq vou ficar bem agarrado com o final do semestre. Não estranhe se algum assunto não for tão recente, é que realmente não tive muito tempo pra fazer jornalismo visual interativo (o que é muito ruim prum chargista...), pq fiquei enclausurado produzindo várias charges praquele bendito Simpósio de Estudos Contemporâneos.
Acabou que postei bastante coisa de uma vez, umas 18 ou 19 postagens. Vale a pena dar uma olhada e ler os artigos também. Se for o caso, prepare-se para mover sua barra de rolagem bem pra baixo, pra encontrar um elenco de políticos sem-vergonha desfilando pelo blog: Cesar Maia, Lula, Cabral, Eduardo Paes... ah, e temos também uns certos reitores de novo por aqui...hehehe!!!

Abraços,

Diego Novaes.

O retorno do Dengue Maia!!!


Pois é, tendo em vista o final melancólico e omisso de sua desastrosa gestão, mais uma vez nosso digníssimo e invisível prefeito perdeu uma solene oportunidade de ficar calado...

Fatos da Semana de Quadrinhos


Santa lulice!


"É certo que as religiões ocupam lugar de importância para a população brasileira. É também uma característica das sociedades democráticas o respeito à diversidade de crenças e de filosofias,inclusive àquelas que não se remetem a qualquer religião. Uma das exigências para a realização da democracia é o debate público,aberto e transparente sobre as questões que implicam o conjunto da sociedade.

Todavia, o conteúdo do documento que está em vias de ser assinado é completamente desconhecido da população brasileira. Sabe-se, no entanto, quese trata de um acordo que implicará, entre outros aspectos, o ensino religioso na rede de educação do país. Manifestamos nossa preocupação diante da possibilidade de que os termos desse acordo firam o princípio constitucional da separação Estado/Igreja.

Preocupa-nos ainda que uma proposição de ensino religioso venha a infringir tanto o princípio de laicidade quanto a cultura de respeito à pluralidade religiosa e a manifestação pública de não adesão à qualquer crença.

No contexto democrático brasileiro não se justifica que o Estado e oVaticano estejam em vias de assinar um documento, cujos termos não são públicos. A realização da democracia exige que as questões de interesse público sejam amplamente debatidas pela sociedade. É, pois, urgente que o conteúdo desse acordo seja conhecido antes de sua assinatura. "

Fonte: Yahoo! Grupos Movimento Nós Não Vamos Pagar Nada


É mole ou quer mais?

Essa charge foi feita para o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj).

Os atores desse pastelão:

De quatro, Vieiralves, o subserviente: como Reitor da UERJ, ao invés de lutar pelos direitos de sua universidade, é condizente e mesmo defensor das políticas públicas adotadas por seu magnânimo chefinho, e constantemente, perdoem a expressão, "caga e anda" para as reinvidicações de alunos e professores. Mas anda de Vectra, automóvel condizente com o valor de seu contracheque.

De pé, Cabral, o general risonho: deixa de repassar a fatia do orçamento da Educação destinada á UERJ, que está há anos sem reajuste para os técnicos, professores e bolsistas, para gastar pesado nessa política de enfrentamento espúria e cinematográfica que faz do Rio de Janeiro a cidade onde policiais mais matam e mais morrem NO MUNDO. Dizem as más línnguas que anda de helicóptero todos os dias no Rio pra não pegar engarrafamento até chegar em casa.










Ops...


Bom, parece que o pessoal da revista África e Africanidades já atualizou a edição de novembro! eu e minha boca grande...

Depois sou eu quem falo...

É claro que temos que pensar também nos policiais que morrem em serviço, ou pior, na folga, no fim das contas são vítimas do mesmo sistema pernicioso que caracteriza essa lógica do confronto pelo confronto. Mas a brutalidade que o Estado emprega em muitas de suas ações é absurda, desmedida.

Então taí, pra quem acha que eu exagero ans minhas charges sobre violência policial.

Jonathan, o chargista

Esse menino de 14 anos é morador do Timbau, no complexo de comunidades da Maré. Fiquei muito impressionado ao ver esse desenho, ou melhor, charge, que ele tinha feito. Como é um menino que desenha muito coisas de seu cotidiano, fica clara aqui a sátira que ele fez sobre a violência moral que os moradores de comunidades carentes no Rio de Janeiro constantemente sofrem por parte de alguns representantes do Estado, os últimos que deveriam apresentar esse tipo de comportamento para com a população. Creio que poucas vezes um traço foi tão sincero no papel, e, - perdoem-me se exagero - chega a lembrar algumas tiradas do mestre Angelo Agostini. *

(*) Um dos primeiros cartunistas brasileiros, foi o mais importante artista gráfico do Segundo Reinado. Sua carreira teve início quando estouravam os primeiros combates da Guerra do Paraguai (1864) e prolongou-se por mais de quarenta anos. Em seus últimos trabalhos, testemunhou a queda do Império e a consolidação da República oligárquica. Abolicionista, enunciava as opressões do Império, a violência das forças armadas e as fanfarronices do clero.





Dahmer também denuncia


De forma um pouco mais sutil, o Dahmer nessa tirinha critica a violência do Estado.

(Sei que comentar tirinha pode torná-la chata, mas foda-se...)

Declaração infeliz...



Carta de Médica ao Sérgio Cabral , o vagabundo.

"Sabe, governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes. Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada comas canalhices que estão acontecendo. Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabenada da minha também. Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho tive aoportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hojeesquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual. Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolasemergenciais em troca de leitos da dengue. Parece-me que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro graunão foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na épocapouco disputado, turma de meninos Zona Sul ... Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneraçãoem troca de aprendizado. Ao final do curso nova seleção, agora para residência.

Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo. Sempre fui doutrinada a fazer omáximo com o mínimo. Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhasrefrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o senhor nemconhece o cheiro ou choro em momento de dor. No início da década de noventa fui aprovada num concurso para ser médicada Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro'. A melhor decisão daminha vida, da qual hoje mais do que nunca não me arrependo, foi abandonareste cargo.

Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro. Dói assistir amorte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outrosfilhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho. Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com opaciente como representante de um sistema de saúde ridículo, ter apossibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina édoloroso, aviltante e uma enorme frustração. Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gostomuito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e comconvicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.

É um deboche numa cidade como o Rio de Janeiro, num estado como o nossoassistir políticos como o senhor discursarem com a cara mais lavada que esteé o momento de deixar de lenga-lenga para salvar vidas. Que vidas, senhor governador ? Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!!Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico ? Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problemasomente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira sesujeitar a triste realidade do médico da SES para tentar resolveremergencialmente a omissão de anos. A mídia planta terrorismo no coração das mães que desesperadas correm aqualquer sintoma inespecífico para as urgências. Não há pediatra neste momento que não esteja sobrecarregado.

Mesmo na medicina privada há uma grande dificuldade em administrar uma demandaabsurda de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. Todos empânico. E aí vem o senhor com a história do lenga-lenga. Acorde governador ! Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um poucodas fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha doprefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão. Faça amudança. Execute.Lenga-lenga é não mudar os hospitais e os salários.

Quem sabe o senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha combabá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar aotrabalho para cuidar de um filho doente. Venha preparado porque as pessoasestão armadas, com pouca tolerância, em pânico. Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tentavirar o jogo. A responsabilidade é sua, governador.

Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?"

Pelo bandejão da UFRJ!!!






Fiz essa tirinha para a campanha pela assistência estudantil do DCE da UFRJ.



Demagogia nossa de cada dia


Meu caro leitor, apesar de não acreditar muito nessa velha democracia que temos aí, acho que trabalho conjunto entre prefeitura, governo do Estado e governo Federal por uma questão de lógica deveria garantir o bom entrosamento político necessário á questões cruciais do cotidiano da população de qualquer cidade, não só do Rio de Janeiro. Não que eu ache que isso realmente funcione, mas no meu entender as chances de projetos serem aprovados e da burocracia ser menor são um pouco maiores. (Se esses projetos são em prol da população aí já é outra história...)

Mas o que me revolta é esse papo-furado do Sr. Eduardo Paes em dizer e repetir o tempo todo que a integração entre os níveis de governos deve se dar na base da "amizade". Quem tem o mínimo de memória lembra-se que há um pouco mais de um ano, quando presidia a CPI do Mensalão, o Sr. Paes atacava ferozmente o Sr. Lula (inclusive ensaiando ataques quase pessoais). Agora, eleito prefeito do Rio, na outra extremidade do barco, mudou completamente seu discurso, e é só elogios ao governo de Luís Inácio.

Creio que uma pessoa eleita pelo povo para ocupar um cargo público, seja ele qual for, deveria se preocupar em exercer seu cargo e as atribuições decorrentes deste, e não lhe deveria imputar méritos ou impecilhos por eventuais relações pessoais que tivesse com determinado político de outra instância com que viesse a se relacionar. Em outras palavras, a moeda de troca deveria ser a competência, não a "amizade".

É por essas e por outras que essa velha e viciada democracia não funciona, ou só funciona para poucos.

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