segunda-feira, 27 de julho de 2009

$egunda$ intenções...

Fiz essa charge para o jornal Fazendo Media desse mês. O texto é um pouco grande, mas vale a pena ler.



"Golpe de Estado em Honduras?! Ué, mas essa época de golpes na América Latina não havia terminado? Agora a região não vive um período democrático? Não era por isso que aquele papo de “revoluções e ideologias” estava fora de moda, sendo cultivado apenas por uma meia dúzia de românticos saudosistas?

Pois é, mas foi o que aconteceu. Para o desgosto das corporações de mídia e seus representados, as contradições políticas e sociais ficam cada vez mais evidentes no continente americano. E quando as contradições ficam evidentes, as tenebrosas transações, que adoram a calmaria, começam a aparecer. E máscaras começam a cair.

Na avaliação do analista político estadunidense James Petras, os EUA estão por trás do golpe. Isso ficou evidenciado quando o embaixador do país norte-americano foi mantido no país. Em entrevista à Agência Bolivariana de Notícias, ele disse o seguinte: “Estruturalmente é impossível aos militares hondurenhos moverem um dedo sem consultar os assessores dos Estados Unidos. Segundo, o governo de Obama está muito irritado pelo fato de que Zelaya está aliado a Chávez e recebendo ajuda econômica em associação com a ALBA”.

O tempo vai passando e vai ficando cada vez mais difícil uma saída à esquerda para a crise, que pode dar lugar a um acordão – mesmo porque o Zelaya vem da direita, tendo se apenas recentemente se aproximado dos governos progressistas da região. Como os EUA não vão romper a ajuda financeira aos ditadores de plantão, pouco importa se o país ficar isolado no cenário internacional. Os dólares vão continuar entrando no país que tem mais da metade de suas relações comerciais com os EUA.

Se a situação se confirmar será uma tragédia não apenas para a América Central, mas para toda latinoamerica. Controlar Honduras é dominar o centro da região."


Leia mais em:

http://www.fazendomedia.com/?p=122

http://www.fazendomedia.com/?p=128

http://www.fazendomedia.com/?p=185

9 comentários:

Paraguaya disse...
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ChacaL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ChacaL disse...

você acreditava ter que fazer uma charge dessa em pleno segundo milênio???? a charge tá boa, mais uma que mostra a persistência da ignorância estimulada pela política norte americana. P&B muito bem feito, teu traço tá que tá hein!!

forte abraço
hehehe

Diego Novaes disse...

Poizé, meu caro, esse golpe prova que o imperialismo ianque taí de vento e popa, pra quem quiser ver.

E depois dizem que é "teoria da conspiração"...

Abraço!

andré abreu disse...

salve Dom Diego, ótimo texto excelente charge!!!...rsrsr

gracias por passar no Baú...rsrs

grande abraço

Carlos Eduardo da Maia disse...

Os EUA não tem nada a ver com o golpe. O fato é que Zelaya estava com popularidade embaixa e resolveu apelar para o lado do Hugo Chávez e o povo unido que jamais será vencido apoiou o golpe. Não sou a favor do golpe, mas não dá mais para engolir o discurso hipócrita e falso de que a culpa de tudo o que existe de errado do mundo é do imperialismo americano malvado e capitalista. Está na hora de trocar o disco.

Diego Novaes disse...

Grande Andrezito!

Valeu a visita, meu camarada!

Abração!

Diego Novaes disse...

Calos Eduardo,

Os textos e links estão aí pra quem quiser ver.

Agora, se você acha que o discurso é hipócrita, não posso fazer nada.

Nem quero, não há base para diálogo.

Celso Lungaretti disse...

Meu caro Diego,

a charge está ótima; o texto do Fazendo Média, nem tanto.

O governo Obama está longe de ser monolítico.

É provável que alguma instância secundária tenha estimulado o golpe em Honduras, mas dá para percebermos claramente que, para o Barack e a Hilary Clinton, tratou-se, isto sim, de um abacaxi que prefeririam não ter de descascar.

Eu me preocupo muito com os exageros cometidos pela esquerda na Web.

P. ex., houve quem afirmasse que, no domingo seguinte ao golpe, teriam sido 50 e não dois os mortos naquela manifestação de protesto.

Ora, estavam lá mais jornalistas estrangeiros do que manifestantes. E parte dos profissionais de imprensa era contra o golpe. Então, ocorrendo dezenas de mortes, isto seria noticiado mundialmente, sem sombra de dúvida.

Precisamos, com nosso noticiário, criar uma alternativa à grande imprensa, cada dia mais burguesa.

Mas, só o conseguiremos se tivermos comprometimento maior com a verdade do que os veículos do sistema.

Se oferecermos aos internautas apenas propaganda de esquerda como contraponto à propaganda de direita embutida na grande imprensa, perderemos a parada: a mídia deles é mais vistosa e bem produzida do que a nossa, pois, claro, eles têm mais recursos materiais do que nós.

Temos é de ser mais verdadeiros do que eles. Neste sentido, não devemos colocar em circulação exageros e mera boataria, só aquilo de que p0ossamos obter confirmação.

Havendo dúvida, é melhor nada publicar do que publicar rumores que depois se mostram infundados.

Um forte abraço, companheiro!